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Como anda o seu investimento no mundo offline?

Personal Branding offline

* Texto escrito por Juliana Saldanha

 

Frequento diversos tipos de eventos de networking no meu dia a dia e com frequência observo muitas oportunidades de negócios desperdiçadas. Pessoas que andam até você de forma automática e pensam apenas em descobrir o que você faz e como pode se beneficiar desse contato, sem qualquer esforço e interesse em escutar o outro. Ao mesmo tempo, vejo muitos trocarem cartões como se entregassem flyers pelas ruas, sem nenhum propósito. Vejo pessoas com ótimos negócios, mas sem clareza em seus discursos. E pessoas com grandes oportunidades em mãos, mas sem a energia certa para atrair o outro para perto.

O networking é a arte de se relacionar. E ela é parte importantíssima, um dos pilares, no trabalho de gestão da sua marca pessoal.

Afinal, após ter a clareza da sua marca, de quem você é e o que o torna único, clareza do seu posicionamento e visão, você com certeza terá a intenção de chegar ao topo, no que diz respeito a reconhecimento e liderança em sua área de atuacao. E esse é um caminho que nao é percorrido sozinho, e sim com as pessoas certas ao seu redor. A ponte para atravessar esse caminho: o networking.

Enquanto muitos acreditam que a imagem online é a solução atual para atrair mais oportunidades para o seu negócio, eu digo que a resposta para a atração consistente e contínua de mais oportunidades está relacionada à forma como você se conecta e se relaciona por trás das cenas, nos bastidores. Ou seja, para a construção da sua reputação, a maneira como você interage e se conecta offline, seja com os colegas de trabalho, parceiros ou desconhecidos, tem um grande peso.

O networking é mais do que o seu discurso (o seu pitch em momentos sociais) e envolve o conceito “give first”. Ou seja, você precisa pensar sobre o que você oferece ao outro antes de pensar em absorver dele. E oferecê-lo, de maneira genuína, sem esperar um retorno.

Sendo assim pense: De que forma eu consigo contribuir com o outro com o qual estou interagindo? O que eu trago à mesa com relação a contatos, conhecimento, experiência, história de vida e habilidades? E de que forma tudo isso endossa a minha marca pessoal e o meu negócio?

Voltando ao cenário inicial, o primeiro passo para a construção dessa rede de relacionamento começa pela habilidade em se conectar com desconhecidos e engajá-los em torno do seu discurso, mesmo que em poucos minutos de interação. Saber comunicar com clareza quem você é e de que forma você pode colaborar.

Nestes eventos, assim como vou até o outro para verificar a oportunidade de parcerias ou realizar convites, muitos vem até a mim com o mesmo propósito. Para interagir e mostrar o quanto ele e seus projetos são atrativos para mim naquele momento.

Inconsciente ou conscientemente eis algumas perguntas que eu faço (ou mentalmente faço) quando escuto as diversas apresentações (e que também procuro responder nas minhas):

  • O que voce faz?

Apesar de eu tentar evitar começar uma conversa com essa pergunta, no fim, é por isso que estamos ali. Muitos vão direto ao ponto em suas respostas: Sou advogado. Sou gestor de marketing. Tenho uma startup. Outros se arriscam com algo mais subjetivo: Eu ajudo as pessoas a alcançarem seus objetivos na vida. Eu te ajudo a economizar para ter a vida dos seus sonhos.

Independente do formato da sua resposta, você sabe quando encontra autoridades em seus respectivos nichos. Eles estão preparados (não apenas com discursos decorados) e sabem como conquistar a sua atenção. Eles entendem o porquê estão ali e seus propósitos. Entendem o valor de sua marca pessoal e, por consequência, o discurso flui naturalmente. No fim desta curta introdução eles falaram em 1 ou 2 minutos o que muitos levam 1 hora para dizer.

  • Porque eu devo confiar em você?

Essa pergunta todos fazemos inconscientemente. Afinal, queremos fazer negócios ou criar relacionamentos com aqueles nos quais podemos confiar. Relacionamentos sempre envolvem um grande investimento, não apenas financeiro. Compartilhar cases de sucesso, sua experiência ou mencionar a rede de contatos com a qual você está envolvido pode ajudar a quebrar barreiras nesses primeiros momentos da conexão. Importante dizer que tudo é um balanço e a forma como voce fornece essas informações dita se você será visto como arrogante ou crível. Além disso, o balanço entre ouvir e falar é imprenscindível.

  • Como você monetiza o seu negócio?

Ao final, seja para uma parceria de negócios ou para a compra e venda direta do seu serviço, a sua estratégia de monetização deve estar clara para o outro. Só assim ele saberá de que forma poderá contribuir com você. Não espere que ele faça essa pergunta, já que é o seu papel explicar.

  • Voce é reconhecido ou recomendado por outros?

Todos nós temos uma história. Uma simples pesquisa no Google ou acesso ao Linkedin pode dar essa resposta. Assim como fazemos com as marcas de empresas e produtos, o endosso de outras pessoas que se relacionaram com você tem valor inestimável. Mesmo que esse seja o seu primeiro negócio, você com certeza já interagiu com outras redes de relacionamentos em diversas outras iniciativas. Será que voce está utilizando o seu histórico da melhor maneira?

  • Qual valor voce adiciona ao outro?

Nosso tempo é o nosso bem mais precioso. A cada interação nós estamos “pedindo emprestado” o tempo que o outro tem para nos escutar ou para conviver conosco. De que forma você faz com que esse tempo seja utilizado da melhor forma? Mesmo que em poucos minutos, o que você adicionou de valor ao outro? Ou o que podera trazer de valor ao outro em um próximo encontro? Ou nos negócios?

A forma como a qual voce se relaciona impacta direta e profundamente na sua marca pessoal. Pare e pense em como você o faz atualmente e reflita: de que forma as pessoas me reconhecem e se referem a mim? Eu sou facilmente lembrado após o primeiro contato ou em indicações? Eu coloco a dose de energia certa ao me relacionar com o outro? Eu sou capaz de engajá-los para uma próxima reunião ou um próximo café?

Dica final: Construa o seu networking enquanto não precisa dele. E lembre-se: nem tudo se sustenta apenas com a imagem online. A mágica acontece no mundo offline.

 Juliana Saldanha 
Estrategista em Personal Branding. Fundadora do Techmall, aceleradora de startups.
Tenho como missão ajudar empreendedores a alcançarem resultados, tornando-os mais atraentes e críveis. Isso por meio da comunicação, inovação, gestão de marca e relacionamento com stakeholders.

Mais textos sobre o tema: www.julianasaldanha.com.br

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